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Financiamento para energia solar supera marca de R$ 16 bi em 2021

Ao todo, foram R$ 9,5 bi destinados à geração distribuída e R$ 6,6 bi à geração centralizada.


O financiamento para geração de energia solar no Brasil atingiu a marca de R$ 16,2 bilhões em 2021, segundo levantamento realizado pela Cela (Clean Energy Latin America), com base em dados das principais instituições financeiras que promovem o fomento do setor.

Ao todo, foram R$ 9,5 bilhões destinados à GD (geração distribuída) e R$ 6,6 bilhões à GC (geração centralizada).

Trata-se do terceiro ano consecutivo que o país bate recorde com financiamentos no setor, o que demonstra um interesse crescente de organizações em alavancar projetos de energias renováveis.

Só no segmento de GD, por exemplo, a soma dos recursos obtidos pelos empréstimos em 2021 supera em mais de 100% todo o volume de arrecadação do ano anterior: R$ 4 milhões em 2020.

Em GC, houve um aumento de 70% no volume financiado em relação aos R$ 3,9 bilhões de 2020, devido à maturidade de projetos solares para o mercado livre de energia com muitos contratos assinados e que saíram do papel.


O que esperar para 2022?

Para 2022, a expectativa da Cela é que novamente os financiamentos de sistemas de energia solar continuem atrativos, mesmo com um possível aumento nas taxas de juros – fruto da inflação que já bate na casa dois dígitos.

Para a GD, a entidade acredita que vai ser menos importante a variação da taxa de juros se os consumidores conseguirem trocar a conta de luz pela parcela do financiamento.

Soma-se que 2022 será o primeiro ano em vigor da Lei nº 14.300, que instituiu uma legislação própria para o segmento de microgeração e minigeração distribuída, o que pode trazer um maior conforto para as instituições financeiras.

Já para a GC, o provável cenário aponta para uma dominância de bancos de desenvolvimento, como BNB e BNDES, além da oportunidade de financiamento em moeda estrangeira.

“Acreditamos que, nesse ano, temos tudo para dobrar novamente (os financiamentos) no setor de geração distribuída. Na (geração) centralizada, ainda temos espaços para crescer, mas acredito que não o suficiente para dobrarmos (os números)”, disse Camila Ramos, diretora e fundadora da Cela.

Ela lembrou ainda que, com o passar dos anos, o modelos de financiamentos passaram a ficar cada vez melhores, como alongar os prazos para caber no orçamento dos consumidores, o que aumentou o interesse das pessoas pelos sistemas fotovoltaicos.


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